Nem Deus sabe como consegui encontrar vaga num avião pro Rio de Janeiro depois que os dungas me deixaram na mão no meio da África! De uma hora pra outra, a Lola voltou pra sua 'casa' em Durban, a Daninha retomou sua 'rotina' em J'burg, a gloriosa seleção ex-pré-hexa-campeã sumiu e o panaca aqui ficou pendurado no meio de um monte de contas pra pagar. Paguei, viu, que ninguém duvide disso (o MacYavell deu uma ajudinha).
Mas não sobrou um puto sequer pra comer no mínimo um miserável filé de lombo de zebra com salada de frutos locais antes de sofrer privações terríveis até conseguir uma vaga de primeira classe com o crédito extra de um cartão de crédito Gold International do Uzbequistão que o MacYavell 'arranjou' ali no meio do tumulto do salão de embarque. Mas isso é uma outra história, que ninguém vai contar.
O que importa agora é que eu estou no ar, literalmente. O piloto já avisou pelo auto-falante quanto tempo o vôo vai demorar e a qual altitude nós estamos voando. Uma aeromoça malaia morena de olhos verdes, gostosa como ela só, já me deu um lanchinho básico de raita e um chapati fresquinho e uma manta de lã de ovelha pra me aquecer. E prometeu que volta mais tarde \o/. Mas se ela não voltar, tudo bem, eu aguento...
Próximo contato, Brasil, Rio de Janeiro, casa. Não vejo a hora. Nem sei quando será.
A África é ótima, adorei a Lola e a Daninha, Durban é um barato (meio Barra da Tijuca, meio Praia do Futuro de Fortaleza) , Cape Town é uma Shangri-lá no meio do nada, mas confesso: bom mesmo é a minha cama, até vazia.
Espero que a próxima Copa do Mundo não seja tão longe...
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