Um único microfone e uma única câmera foram lançados sobre um único jogador que sequer havia entrado em campo e que estava num improvável local para entrevistas – o corredor entre o banco de reservas e o vestiário. E, dali, o veterano Rivaldo (39) desancou sua “humilhação” por não ter tido a oportunidade de entrar em campo, em detrimento de “jogadores inexperientes”. O único repórter que flagrou este desabafo foi André Plilhal, da ESPN Brasil – acompanhado de seu repórter cinematográfico. Depois, é claro, toda a mídia repercutiu, mas só depois. Furo do Plilhal e da ESPN.
Ao mesmo tempo, o “deus” são-paulino Rogério Ceni deixava o gramado sob os inúmeros microfones da mídia e responsabilizava a “inexperiência” do time pelo fracasso. Nenhum outro entrevistado paulistano – nem torcedores – imputou a derrota à juventude. Juventude esta, por sinal, alçada ao time principal pelo treinador Carpegiani.

O mundo todo deu como certa a demissão do treinador. Na chegada a São Paulo, o presidente chegou a tocar na mesma nota: “Ele tinha um ‘não-jovem’ no banco”. Mas depois, talvez melhor informado do que ocorrera na Ressacada, mudou de idéia.
Pra mim, continuam sem resposta as perguntas:
1) Respeitando ao máximo o “faro” do repórter André Plilhal, como é que ele soube que o Rivaldo iria soltar aquela bomba no corredor do vestiário?
2) Por quê Rivaldo e Rogério foram os únicos a justificar a derrota com o argumento da juventude do elenco?
3) Por quê Juvenal Juvêncio voltou atrás depois de ter demitido o Carpegiani diante dos microfones?
Acho que são perguntas que vão ficar sem resposta para sempre. Mas ninguém me tira da cabeça que teve casca de banana no vestiário são-paulino. Os próximos jogos – a começar pelo de amanhã contra o Fluminense no Rio – vão mostrar se eu estou com mania de conspiração ou não.
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